Em setembro, o alojamento turístico em Portugal registou 3,4 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,7 milhões de dormidas (+2,0%). Os proveitos totais ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões de euros, correspondendo a crescimentos de 6,1% e 6,0%, respetivamente.
Os valores são indicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que aponta que o crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes. Contudo, se no caso das dormidas de residentes o aumento foi de 3,1% para 2,5 milhões –acelerando face a agosto (+1,4%) – as dormidas de não residentes cresceram 1,6%, para 6,2 milhões, abrandando face ao mês anterior (+1,9%).
No mesmo mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 102,0 euros (+2,8%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 147,3 euros (+3,3%).
A Grande Lisboa apresentou o RevPAR mais elevado (150,2 euros), seguida da Região Autónoma da Madeira (121,2 euros). Todas as regiões apresentaram crescimentos neste indicador, destacando-se o Norte com o maior aumento (+5,7%).
Quanto ao ADR, os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (182,2 euros) e no Algarve (155,6 euros). Contudo, o maior crescimento ocorreu na região do Oeste e Vale do Tejo (+7,8%), seguida pelo Alentejo (+7,4%).
Em setembro, os dez principais mercados emissores concentraram 75,6% do total de dormidas de não residentes.
O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com uma quota de 19,1% e um crescimento de 3,0% (+3,4% em agosto). O mercado alemão ocupou a segunda posição, com uma quota de 12,0%, apesar de ter registado um decréscimo de 2,9%, após um crescimento de 0,4% em agosto. Seguiu-se o mercado norte americano, que representou 11,4% das dormidas de não residentes, com um crescimento de 5,7% (idêntico ao mês anterior).
Entre os dez principais mercados emissores, o mercado polaco destacou-se com o maior crescimento (+11,0%). Já o mercado francês continuou a registar o maior decréscimo (5,5%).
Região Norte com maior crescimento nas dormidas
Em setembro, o Norte registou o maior crescimento das dormidas (+6,6%), seguido do Centro e da Grande Lisboa (+2,8% em ambas as regiões). Em sentido contrário, o maior decréscimo foi observado na região Oeste e Vale do Tejo (-2,0%).
O Algarve (27,5% do total), a Grande Lisboa (22,2%) e o Norte (18,8%) concentraram, em conjunto, 68,5% do total de dormidas.
Entre as dormidas de residentes, os maiores crescimentos registaram-se na Península de Setúbal (+10,1%), na Grande Lisboa (+8,0%) e no Centro (+7,5%). Relativamente às dormidas de não residentes, a evolução foi maioritariamente negativa nas diferentes regiões. Os maiores decréscimos ocorreram no Oeste e Vale do Tejo (-7,7%) e no Centro (-4,8%). Por outro lado, o Norte registou o maior crescimento (+7,5%), seguido da Região Autónoma dos Açores (+1,9%).
Em setembro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,57 noites, diminuindo 0,4% (-0,1% em agosto). As estadas médias mais elevadas registaram-se na Região Autónoma da Madeira (4,55 noites) e no Algarve (3,92 noites). Estas regiões, a par da Região Autónoma Açores (3,18 noites), mantiveram valores superiores à média nacional. As estadas médias mais curtas ocorreram no Centro (1,77 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,83 noites).
A estada média dos residentes diminuiu 0,6%, para 2,09 noites, enquanto a dos não residentes decresceu 0,2% para 2,84 noites.
A Região Autónoma Madeira registou a estada média mais elevada entre não residentes (4,84 noites) e residentes (3,64 noites).
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