O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) e deve injetar R$ 3,3 bilhões na economia do Rio de Janeiro. Reunimos, em um só lugar, todos os levantamentos divulgados até aqui sobre o impacto do festival na hotelaria e no turismo fluminense — da projeção da FGV às pesquisas de ocupação, tarifa média, buscas por hospedagem e fluxo de chegada de visitantes.
O tamanho do festival
R$ 3,3 bilhões movimentados na economia do Rio, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV)
700 mil pessoas ao longo dos sete dias — 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro
Cerca de 30 mil empregos gerados
95% de ocupação projetada para a rede hoteleira da cidade
60% do público vem de fora do município do Rio — o dado que converte espectador em hóspede
É a 11ª edição do festival na cidade
A pesquisa de ocupação coordenada pelo HotéisRIO mostra como a demanda se distribui pelos bairros nas duas semanas de festival.
Primeira semana (4 a 7 de setembro):
Ipanema/Leblon — 75,42%
Glória a Botafogo — 70,26%
São Conrado/Barra da Tijuca/Recreio — 65,61%
Leme/Copacabana — 64,17%
Centro — 41,54%
Segunda semana (11 a 13 de setembro):
Ipanema/Leblon — 67,08%
São Conrado/Barra da Tijuca/Recreio — 54,23%
Glória a Botafogo — 54,19%
Leme/Copacabana — 53,43%
Centro — 30,04%
Ipanema e Leblon lideram nas duas semanas, à frente inclusive da Barra da Tijuca, onde fica a Cidade do Rock — comportamento consistente com o perfil do visitante, que escolhe a Zona Sul pela experiência completa de cidade e usa o transporte especial para chegar ao evento.
Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, projeta desempenho próximo ao da edição anterior: “Vamos nos aproximar dos números da edição passada, em 2024, quando a ocupação hoteleira fechou com uma média de 88% durante o período do festival, com picos acima de 90%.”
Tarifa média sobe 20% e a demanda se concentra no primeiro fim de semana
Levantamento da Hoteis.com aponta que a diária média dos hotéis do Rio para o período do festival está cerca de 20% mais alta do que no mesmo intervalo do ano passado — e, mesmo com o reajuste, a procura seguiu elevada.
O dado mais relevante para o planejamento é a concentração: 97% das buscas nacionais por hospedagem no período do evento se voltam para os dias 1º a 6 de setembro, janela que engloba o primeiro fim de semana e o feriado da Independência. O levantamento considerou buscas de brasileiros na plataforma entre 1º de março e 24 de agosto.
A leitura para o setor é dupla: há corrida por quartos na primeira janela e espaço de venda na segunda semana, quando a ocupação projetada cai em todas as regiões.
Buscas por hospedagem mais que dobram
Pesquisa do Kayak mostra que as buscas domésticas por hospedagem no Rio mais que dobraram em relação ao período da edição de 2024. As buscas por voos nacionais avançaram 16%, e a procura internacional por hospedagem na cidade cresceu 23% na mesma comparação.
“Em nosso relatório Wow! Turismo do Futuro de 2026 identificamos que 97% dos viajantes da Geração Z e Millennials planejam viajar para um grande evento em 2026”, afirma Carolina Montenegro, vice-presidente sênior de Marca Global e Marketing B2B do Kayak. Entre os integrantes da geração Z consultados, 31% apontaram shows e turnês musicais como principal inspiração para organizar uma viagem neste ano.
Como o público chega: 500 mil passageiros na Rodoviária
Projeção da Rodoviária do Rio estima cerca de 500 mil passageiros no terminal entre 3 e 14 de setembro, com 14.845 ônibus no período — 7.406 partidas e 7.439 chegadas. É um dos maiores picos do ano, impulsionado pela soma do festival com o feriado da Independência.
Os dias de maior movimento devem ser 7 de setembro (26,5 mil desembarques previstos), seguido por 11 de setembro (25 mil), 6 e 13 de setembro (23 mil cada) e 12 de setembro (22 mil). O dia 13 deve concentrar quase 50 mil pessoas em viagem pelo terminal (49.430 passageiros).
O predomínio do modal rodoviário é confirmado por levantamento da ClickBus com sua própria base: 77% dos viajantes que se deslocam ao Rio para o festival vão de ônibus, contra 19% que vão de avião. Para os hotéis próximos ao Centro e à Zona Sul, isso significa chegadas concentradas no eixo da Rodoviária Novo Rio.
O que a ABIH-RJ recomenda aos associados
Gestão de tarifa em tempo real. O Rock in Rio historicamente concentra volume expressivo de reservas de última hora, especialmente nos dias com shows esgotados.
Foco comercial na segunda semana. É onde a ocupação projetada é menor e onde a extensão de estadia tem maior efeito.
Ajuste operacional para a madrugada. Com encerramento às 3h, o pico de retorno aos hotéis fica entre 2h e 5h — recepção, segurança e café da manhã precisam acompanhar.
Preparo para a chegada rodoviária. Com 77% do público vindo de ônibus, orientações de traslado a partir da Rodoviária Novo Rio fazem diferença na experiência do hóspede.
Por: ABIH RJ
