Um novo estudo da eDreams revela que a influência das redes sociais nas escolhas de férias dos portugueses diminuiu face ao registrado em 2024, mas admitem partilhar os momentos positivos mesmo quando a experiência não corresponde totalmente às expectativas.
Os resultados mostram que, apesar de estas plataformas continuarem presentes na experiência de férias dos portugueses, estes adotam uma postura cada vez mais crítica na forma como se deixam influenciar por aquilo que veem online. Ainda assim, a tendência para partilhar os momentos positivos das viagens mantém-se, mesmo quando a experiência não corresponde totalmente às expectativas.
Segundo o estudo, a maioria dos portugueses afirma nunca ter viajado para um destino que não fazia parte dos seus planos apenas por influência das redes sociais (58%), enquanto pouco mais de um terço admite já o te r feito (38%). Entre todos os países analisados, Portugal surge como o terceiro menos suscetível a este tipo de influência, apenas atrás dos viajantes do Reino Unido e de França.
Olhando para a primeira edição deste mesmo estudo, que foi divulgada pela eDreams em 2024, observa-se uma diminuição da influência das redes sociais na escolha de destinos de férias. Há dois anos, quase metade dos portugueses afirmava já ter viajado para um local que não estava inicialmente nos seus planos por influência das redes sociais (49%), face aos atuais 38%.
As diferenças entre gerações são também evidentes. São sobretudo os portugueses pertencentes a faixas etárias mais velhas que demonstram maior resistência à influência das redes sociais nas decisões de viagem: a esmagadora maioria dos inquiridos entre os 55 e os 64 anos (71%), dos maiores de 65 anos (69%) e dos que estão na faixa etária dos 45 aos 54 anos (67%) não se deixa influenciar pelas redes sociais para escolher as suas férias.
Já no que toca à utilização das redes sociais, mais de metade dos portugueses afirma que provavelmente publicaria conteúdos positivos mesmo após umas férias frustradas (54%) e apenas uma minoria (21%) não o faria. Portugal é, inclusivamente, de acordo com a análise da agência de viagens online, o país onde esta tendência é mais evidente.
Quando chega o momento de os portugueses partilharem conteúdo das suas férias nas redes sociais, as paisagens são a escolha da esmagadora maioria (88%), seguindo-se experiências e atividades que fizeram (66%), gastronomia (59%), selfies ou fotografias pessoais (50%) e imagens do hotel ou alojamento (41%).
Por outro lado, a maioria dos portugueses afirma que, durante as férias, consulta as redes sociais apenas uma vez por dia e com menos frequência do que no dia a dia (53%). Ainda assim, um terço admite manter uma utilização regular ao longo das férias (33%), enquanto apenas uma pequena percentagem prefere desligar-se completamente destas plataformas e fazer um verdadeiro detox digital (10%).
Já quando procuram inspiração para uma futura viagem, o que mais desperta o interesse dos portugueses nas redes sociais são as hidden gems, ou seja, locais escondidos, pouco conhecidos e que transmitam autenticidade (42%). Seguem-se vídeos realistas e fotografias de hotéis, praias ou atividades (22%), para que possam imaginar as suas férias da melhor forma possível; recomendações de pessoas com um estilo de viagem e orçamento semelhantes (13%); e, apenas para uma pequena minoria, conteúdos virais ou particularmente espetaculares que despertem uma vontade imediata de visitar o destino (7%).
