Com esse propósito, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL) e o Maceió Convention & Visitors Bureau firmaram uma parceria com a Biofábrica de Corais para apoiar as ações de restauração recifal desenvolvidas pela startup alagoana de biotecnologia, reconhecida nacionalmente pelo trabalho de recuperação de ecossistemas marinhos.
A iniciativa reforça o compromisso das entidades com práticas alinhadas à agenda ESG e contribui para posicionar Alagoas entre os destinos que enxergam o turismo como uma ferramenta de regeneração ambiental, tendência que vem ganhando força em todo o mundo.
A Biofábrica de Corais atua na restauração de recifes por meio de técnicas inovadoras, incluindo o uso de impressão 3D e metodologias próprias para recuperação de colônias. Atualmente, a instituição mantém mais de 12 mil corais em cultivo e trabalha com sete espécies diferentes. Para 2026, a meta é alcançar o plantio e a restauração de 15 mil corais, ampliando significativamente o impacto ambiental gerado pelo projeto.
Segundo Rudã Fernandes, fundador e CEO da Biofábrica de Corais, a parceria representa um passo importante para aproximar o turismo das ações de conservação ambiental. “Os recifes de corais oferecem inúmeros serviços ecossistêmicos. Eles ajudam na proteção costeira, são fundamentais para a biodiversidade marinha, sustentam atividades como a pesca e também são um atrativo turístico por si só. Quando o setor turístico passa a apoiar iniciativas de restauração, ele ajuda a preservar um patrimônio que é essencial para a economia e para a identidade de Alagoas”, afirma.
O especialista destaca que o turismo regenerativo surge justamente com a proposta de ir além da preservação. “O conceito de turismo regenerativo propõe que o visitante e toda a cadeia produtiva contribuam para melhorar os locais que recebem turistas. Não se trata apenas de reduzir impactos, mas de gerar resultados positivos para o território. Alagoas reúne condições únicas para se tornar referência nacional nessa agenda, unindo suas belezas naturais, o conhecimento científico produzido pelas universidades e o engajamento do setor produtivo”, ressalta Rudã.
Para o presidente da ABIH Alagoas, Gabriel Cedrim, apoiar a iniciativa é uma forma de fortalecer o compromisso da hotelaria com o desenvolvimento sustentável do destino. “A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma necessidade estratégica do setor turístico. Ao apoiar o trabalho da Biofábrica de Corais, a hotelaria alagoana demonstra que está atenta à preservação dos recursos naturais que tornam nosso destino tão competitivo. Estamos falando de proteger um patrimônio que gera emprego, renda e desenvolvimento para milhares de pessoas”.
Já o presidente do Maceió Convention & Visitors Bureau, Milton Vasconcelos, destaca que a parceria contribui para fortalecer a imagem de Alagoas diante de um mercado cada vez mais atento às práticas sustentáveis. “O turismo mundial passa por uma transformação importante e os destinos que se destacam são aqueles que conseguem associar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto positivo para a sociedade. Apoiar um projeto como a Biofábrica de Corais é também investir no futuro do nosso destino, agregando valor à imagem de Alagoas e fortalecendo seu posicionamento em uma agenda global que veio para ficar”.
Atualmente, a Biofábrica de Corais atua em áreas de Alagoas e Pernambuco e trabalha para iniciar, nos próximos meses, a restauração efetiva de áreas degradadas a partir dos corais cultivados. A expectativa é que o apoio do setor turístico amplie a visibilidade da iniciativa e fortaleça uma rede de parceiros comprometidos com a conservação dos oceanos. “Mais do que uma ação ambiental, a restauração dos recifes representa um investimento no futuro do litoral alagoano, da economia do turismo e da qualidade de vida das próximas gerações”, destaca Rudã Fernandes.
Sobre a Biofábrica de Corais
Criada com a missão de promover a recuperação dos recifes brasileiros, a Biofábrica de Corais é uma startup de biotecnologia especializada na restauração de ecossistemas recifais. A iniciativa desenvolve soluções inovadoras para o cultivo e manejo de corais, aliando pesquisa científica, educação ambiental, engajamento comunitário e turismo regenerativo. Atualmente, mantém mais de 12 mil corais em cultivo e atua em áreas de Alagoas e Pernambuco, contribuindo para a conservação de um dos ecossistemas mais importantes do planeta.
O trabalho da Biofábrica já recebeu reconhecimento nacional e internacional. Em 2025, o projeto foi reconhecido pela Década do Oceano da UNESCO como iniciativa de referência global para a conservação marinha. Mais recentemente, conquistou o Prêmio Embratur Visit Brasil na categoria Turismo Regenerativo e Prática Sustentável, reforçando seu protagonismo na construção de soluções que unem preservação ambiental, desenvolvimento econômico e valorização das comunidades costeiras.
Por: Ascom
