A próxima sexta-feira, 24 de julho, marca o fim da operação da Meliá Hotels International em Cuba, uma vez que a cadeia de hotelaria vai abandonar a prestação de serviços de gestão e comercialização hoteleira neste país.
A Meliá Hotels International explica, num comunicado enviado à imprensa, que a decisão de abandonar a gestão de todos os hotéis que operava em Cuba foi tomada em resposta às “persistentes dificuldades operativas, legais, económicas e financeiras que têm vindo a afetar o país e que impedem a garantia de condições mínimas de estabilidade para o desenvolvimento da atividade”.
Até aqui, a Meliá Hotels International operava, através da filial Ilha Bela Gestão e Turismo, mais de 30 estabelecimentos hoteleiros em Cuba, num conjunto de 13.800 quartos.
Apesar de ter decidido abandonar a operação em Cuba, a Meliá diz estar a trabalhar “para assegurar uma transição ordenada e responsável, minimizando dentro do possível o impacto sobre os grupos vinculados à operação, entre colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros locais”, encontrando-se igualmente a “avaliar os impactos financeiros desta decisão”.
Recorde-se que a Meliá Hotels International já tinha deixado a gestão hoteleira de 15 hotéis no país no início de junho, depois dos EUA terem reforçado as sanções às empresas estrangeiras que mantivessem vínculos com o Grupo de Administração Empresarial SA (GAESEA), o megaconglomerado empresarial que é detido pelo Estado cubano.
Cuba perdeu, nos quatro primeiros meses de 2026, 55,8% dos visitantes internacionais, incluindo “uma boa parte da época alta turística”, tendo recebido apenas, entre janeiro e abril, 328.608 turistas estrangeiros.
