O Governo japonês decidiu, recentemente, aplicar um novo pacote de medidas que inclui um aumento das taxas de visto e uma subida do imposto de saída do país, iniciativa através da qual o Executivo nipônico pretende mitigar os efeitos da massificação em alguns dos destinos mais visitados.
A medida mais relevante consiste no aumento em cinco vezes da taxa dos vistos de entrada única, que passa a custar 15.000 ienes (cerca de 80 euros), enquanto os vistos de entradas múltiplas passam para 30.000 ienes (aproximadamente 163 euros). Trata-se da primeira atualização destas taxas desde 1978. Em paralelo, o imposto de saída do país será triplicado, passando para 3.000 ienes (cerca de 16 euros), valor cobrado na compra de bilhetes de avião ou de barco para sair do Japão.
No entanto, estes aumentos não afetarão os viajantes provenientes dos 74 países que beneficiam de isenção de visto, entre os quais Portugal, sendo que os seus cidadãos continuarão a poder entrar no Japão sem necessidade de visto para estadias até 90 dias. Ainda assim, terão de pagar o novo imposto de saída, exceto os passageiros em trânsito por menos de 24 horas e as crianças com menos de dois anos. Os bilhetes adquiridos antes da entrada em vigor da medida manterão a taxa anterior.
De referir que o Governo pretende canalizar a receita adicional para financiar medidas destinadas a reduzir o impacto do turismo nos destinos mais sobrecarregados. Entre as iniciativas previstas contam-se a criação de espaços específicos para visitantes em locais de grande afluência e o desenvolvimento de novos polos turísticos noutras regiões do país, com o objetivo de distribuir melhor os fluxos de visitantes e aliviar a pressão sobre cidades como Tóquio, Quioto, Osaka e Hiroshima.
