No quatro e último trimestre do ano, a Europa deve enfrentar um défice de combustível de aviação, avança a Reuters, que cita um relatório da consultora Energy Aspects, que diz que a Europa permanece “altamente exposta ao risco de novas interrupções no fornecimento” de jet-fuel, devido ao conflito no Médio Oriente.
O relatório da Energy Aspects reconhece que a Europa tem procurado diversificar os seus fornecedores de combustível de aviação, que passou a ser importado em maiores quantidades de países como a Nigéria, Estados Unidos ou o Canadá.
A importação de combustível de aviação tem recorrido mesmo a fornecedores mais distantes, a exemplo da Coreia do Sul, que deve aumentar, neste mês de setembro, as exportações deste tipo de combustível para a Europa para o nível mais elevado dos últimos quatro anos.
Até setembro, indica a consultora, as importações europeias de combustível provenientes da Coreia do Sul somaram 129 mil barris por dia, naquele que é o maior volume desde outubro de 2022, esperando-se que este valor continue a aumentar nos próximos meses.
No entanto, a Energy Aspects alerta que a “Europa permanece altamente exposta ao risco de novas interrupções no fornecimento à medida que as tensões no Médio Oriente aumentam” e aponta mesmo para um défice já neste final de ano.
De acordo com as contas da consultora, a Europa deverá apresentar um défice de 510 mil barris por dia de combustível de aviação no quarto trimestre de 2026, ao contrário do que deverá acontecer noutros mercados, como os EUA, que deverão apresentar um superávits de 18 mil barris por dia e da região da Ásia-Pacífico, onde se prevê um superávits 419 mil barris por dia.
Recorde-se que o conflito no Médio Oriente levou à paralisação do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do fornecimento mundial de petróleo, o que tem provocado uma escassez de combustível, incluindo para a aviação, e a subida generalizada dos preços.
