No ano passado, Espanha e Itália foram os destinos mais visitados pelos turistas sul-americanos na Europa, representando 54,2% das estadias geradas pelos principais mercados emissores da América do Sul, com o patrimônio cultural a afirmar-se como principal motivação de visita, segundo uma análise da The Data Appeal Company/Almaviva Group.
A análise, que recorreu a dados da Data Appeal Mabrian, a plataforma de inteligência turística da The Data Appeal Company/Almaviva Group, fez uma comparação dos dados relativos aos cinco principais mercados emissores da América Latina – Argentina, Colômbia, México, Brasil e Chile – com os dados agregados do Reino Unido, Espanha, Itália, França e Alemanha.
Através desta análise, foi possível perceber que, no ano passado, o património cultural, as artes e as tradições locais representaram 40,3% das motivações de viagem para a Europa, à frente de outros motivos importantes de viagem, como a gastronomia (12,5%), as viagens em família (11,9%) e as compras (11,8%).
“Essa tendência confirma que os viajantes latino-americanos buscam cada vez mais experiências que ofereçam conexões emocionais mais fortes e valor cultural”, destaca a The Data Appeal Company/Almaviva Group, em comunicado.
Quanto aos destinos mais procurados, a maioria das preferências recaiu em Espanha e Itália, ainda que a pesquisa mostre também que, “embora os destinos mais conhecidos da Europa continuem a ser muito atrativos, a demanda por regiões alternativas está a ganhar força”.
Por isso, não é de estranhar que 54,2% das estadias de viajantes latino-americanos na Europa, no ano passado, tenham recaído em cinco regiões espanholas e seis italianas.
No entanto, a pesquisa também nota que a procura por regiões menos conhecidas a nível turístico está a aumentar, a exemplo da região da Apúlia, em Itália, que quase dobrou o número de estadias desde 2023, enquanto a Galiza, em Espanha, registou um crescimento de 21,3%.
Além destas duas regiões de Itália e Espanha, esta pesquisa mostra que também Budapeste, capital da Hungria, tem vindo a ganhar peso entre os viajantes sul-americanos e, no ano passado, cresceu 19,2% nas estadias destes turistas.
A análise da The Data Appeal Company/Almaviva Group mostra ainda que os turistas sul-americanos costumam planear as suas viagens com uma média de 72,7 dias de antecedência e passam 14,5 dias a viajar pelo continente europeu, com destaque para os casais (40,6%) e famílias (27,5%), que “dominam a demanda, representando juntos mais de dois terços das viagens”.
“A Europa beneficia de uma vantagem estrutural construída sobre o seu patrimônio, diversidade e riqueza cultural, atributos que naturalmente atraem os viajantes latino-americanos”, afirma Carlos Cendra, diretor de Marketing da Data Appeal.
No entanto, acrescenta o responsável, “os destinos europeus que se vão destacar são aqueles que conseguirem conceber e oferecer experiências melhores para esses viajantes”, pelo que o desafio reside em “conceber experiências turísticas, aprimorar a experiência no destino e refinar as estratégias de distribuição, levando em consideração não apenas o potencial geral desse mercado, mas também as características e necessidades específicas de cada país de origem”.
