Apesar do desvio dos fluxos turísticos provocado pela guerra entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão, que impactam todo o Médio Oriente, o Egito conseguiu registrar um primeiro semestre positivo, com um aumento de 4% na chegada de turistas face ao mesmo período de 2025.
Entre janeiro e junho de 2026, chegaram ao país 9 milhões de visitantes internacionais, salientando as entidades do turismo que o crescimento foi ainda maior durante os primeiros meses do ano, mas o conflito travou esta tendência, embora não tenha conseguido interromper a trajetória de crescimento.
Recorde-se que o Egito terminou o ano de 2025 com 19 milhões de turistas estrangeiros, mais 21% do que no ano anterior.
O principal mercado emissor para o Egito foi a Rússia, seguida da Alemanha e da Itália, destacando-se os dados, igualmente, os contributos de mercados como a França e o Reino Unido, bem como da vizinha Arábia Saudita, que se posicionou como o sexto mercado mais importante.
O ministro do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, sublinhou “o importante papel desempenhado pelo programa de incentivos aos voos”, através do qual o Estado presta apoio financeiro às companhias aéreas para que mantenham as suas ligações mesmo durante a época baixa.
Fathy adiantou ainda que, com o objetivo de dar um maior impulso à sua infraestrutura hoteleira, está prevista a criação de uma Plataforma de Investimento Turístico em meados de 2027, destinada a facilitar o acesso de investidores estrangeiros ao mercado.
