Os aeroportos do Centro-Oeste brasileiro movimentaram 5,1 milhões de passageiros entre janeiro e maio de 2026, consolidando a recuperação e o crescimento da aviação na região. O volume representa aumento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 4,84 milhões de embarques e desembarques, e marca o melhor desempenho desde 2018.
Os dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no painel de demanda de oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostram que a expansão foi impulsionada principalmente pelo mercado doméstico, responsável por 4,92 milhões de passageiros, alta de 5,6% na comparação anual. Já a movimentação internacional alcançou 178,1 mil usuários, mantendo-se em um patamar elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, quando o setor ainda sentia os efeitos da pandemia.
O resultado ganha ainda mais relevância diante do cenário de aumento dos custos operacionais da aviação. Mesmo com a alta no preço do querosene de aviação (QAV) e o aumento dos custos para o setor, a demanda por viagens continua crescendo, demonstrando a importância do transporte aéreo para a mobilidade, os negócios e o turismo na região.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números demonstram a resiliência e a importância estratégica da aviação brasileira. “Isso mostra que os investimentos em infraestrutura, conectividade e aviação regional estão ampliando o acesso da população e impulsionando o desenvolvimento econômico do Centro-Oeste e de todo o país”, afirmou.
Destaques do Centro-Oeste
Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília respondeu pela maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal desempenha papel estratégico na integração nacional, conectando todas as regiões brasileiras e fortalecendo a malha aérea doméstica e internacional.
Goiânia aparece na sequência, com 1,48 milhão de passageiros, impulsionada pelo dinamismo econômico do estado e pela expansão das atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo de negócios. Campo Grande também ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando-se como importante porta de entrada para o Pantanal e para uma das regiões mais produtivas do país.
Recuperação e crescimento
Os números confirmam uma trajetória consistente de recuperação. Em 2021, auge dos impactos da pandemia, os aeroportos do Centro-Oeste movimentaram apenas 2,39 milhões de passageiros nos cinco primeiros meses do ano. Cinco anos depois, o volume mais que dobrou, evidenciando a retomada da confiança dos usuários e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional.
O desempenho de 2026 reforça o protagonismo do Centro-Oeste na aviação nacional, sustentado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição estratégica de Brasília como principal hub de conexões do Brasil.
