A Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) prolongou as restrições de voos no Médio Oriente, devido ao conflito no Irão, até 1° de julho, considerando que ainda existe um “estado de tensão elevada” na região.
Apesar do memorando de entendimento assinado recentemente pelos EUA e pelo Irão, a AESA prolongou a recomendação para que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo de países como o Bahrein, Irão, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, segundo o último Boletim de Informação para Zonas de Conflito (CZIB) da agência.
A AESA lembra que, apesar da assinatura do memorando de entendimento, “a situação passou de um conflito ativo e intenso, com um alto número de incidentes armados, para um estado de tensão elevada, caracterizado por incidentes militares limitados, esporádicos e localizados”.
“Violações isoladas do cessar-fogo entre os EUA e o Irão ainda são possíveis, particularmente no Estreito de Ormuz e no espaço aéreo circundante”, lê-se no alerta da AESA.
A agência reconhece que o nível geral de risco na região diminuiu, mas considera que a “sustentabilidade a longo prazo do cessar-fogo permanece incerta” e que “existe a possibilidade de uma escalada rápida”, pelo que “é essencial manter uma monitorização rigorosa e avaliações de risco atualizadas para garantir a segurança dos voos”.

