American Airlines, United Airlines e Southwest Airlines admitem uma redução na capacidade como uma nova medida para garantir a rentabilidade, avança a agência Reuters, apontando a recorrente subida de preços dos combustíveis como causa.
As tarifas aéreas foram a primeira grande consequência. À medida que os preços do combustível para aviões duplicaram face aos valores normais anteriores à guerra, as companhias aéreas começaram a aumentar as tarifas, ao ponto de um bilhete custar agora mais 20% a 25% este ano do que no ano passado.
Embora a procura por viagens aéreas continue elevada, esta mais recente subida dos preços do combustível representa mais um golpe para o setor. Só a American Airlines acrescentou mil milhões de dólares (quase 875 milhões de euros) aos seus custos do quarto trimestre devido ao combustível para aviões.
As companhias aéreas vão agora recorrer à redução de capacidade em rotas menos rentáveis para poupar combustível este ano e, muito provavelmente, também em 2027. A United anunciou que vai reduzir alguns voos em dezembro e poderá planear novos cortes no primeiro trimestre do próximo ano.
Também a Southwest afirmou que já tinha reduzido para metade o crescimento de capacidade previsto para este ano devido aos preços mais elevados do combustível.
As ações das três grandes companhias aéreas caíram entre 11% e 15% no último mês, à medida que a guerra com o Irão prossegue e os preços do combustível para aviões continuam a subir.
Recorde-se que, em junho deste ano, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) informou que a guerra entre os EUA e o Irão tinha acrescentado 100 mil milhões de dólares (mais de 87 mil milhões de euros) à fatura mundial de combustível para aviões das companhias aéreas, levando as empresas a reduzir para metade as suas previsões de lucros anteriores à guerra.
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